O clube nasceu em 1895 como Thames Ironworks, time formado por operários de um estaleiro no Rio Tâmisa, no leste de Londres. Foi reconstituído como West Ham United em 1900 e adotou nos anos seguintes o uniforme grená com mangas azul-celeste que carrega até hoje.
A base da seleção inglesa campeã da Copa do Mundo de 1966 tinha três jogadores do West Ham, todos formados nas categorias de base do clube: o capitão Bobby Moore, o autor do hat-trick na final Geoff Hurst e Martin Peters, que também balançou a rede naquele jogo. É o maior orgulho da história do clube, mesmo sem nenhum deles ter sido campeão inglês pelo time.
Sob Ron Greenwood e depois John Lyall, entre 1961 e 1986, o clube viveu sua fase mais vitoriosa em títulos domésticos e chegou ao seu melhor resultado histórico na liga, o terceiro lugar de 1985-86, com o time apelidado The Boys of 86.
Em 2023 o clube ganhou seu primeiro grande título desde 1980, a Liga Conferência da UEFA, batendo a Fiorentina por 2 a 1 na final depois de uma campanha invicta. Três anos depois, em 2025-26, o West Ham caiu para a Championship apesar de vencer o último jogo da temporada por 3 a 0, na mesma rodada em que o Tottenham garantiu a permanência de outro time na elite.
O clube se autointitula a Academia do Futebol, apelido que estampa a fachada do estádio e remonta ao sistema de base implantado pelo técnico Ted Fenton nos anos 1950 e depois lapidado por décadas pelo olheiro Tony Carr. Rio Ferdinand, Frank Lampard, Joe Cole, Michael Carrick e Glen Johnson saíram da base para outros clubes ainda jovens, e Mark Noble ficou dezoito anos inteiros no profissional sem nunca vestir a camisa de outro time. O símbolo mais recente é Declan Rice, que chegou aos catorze anos dispensado pelo Chelsea, virou capitão aos vinte e três e foi vendido ao Arsenal em 2023 por até 105 milhões de libras, a maior venda da história do clube.