O clube atual foi fundado em 1986 e é o terceiro time profissional da cidade de Troyes, depois do AS Troyes Sainte-Savine e do Troyes Aube Football. O primeiro nasceu em 1900, virou profissional em 1935 e chegou à elite em 1954-55 com Roger Courtois, perdeu a final da Copa da França de 1956 para o Sedan e foi dissolvido em 1967 por dívida. O segundo, de 1970, jogou a primeira divisão até 1979 e caiu em recuperação judicial. Em 1986 Angel Masoni comprou o que sobrou e recomeçou na Divisão de Honra da Champagne-Ardenne.
A era que define a casa é a de Alain Perrin, que Masoni contratou em 1993, com o time amador. Subiu à segunda divisão em 1996 e à primeira em 1999, com uma vitória de 2 a 0 em Cannes na última rodada que passou o Lille pelo saldo de gols, e terminou em sétimo lugar na Ligue 1 em 2000-01 e 2001-02. A campanha europeia começou em 30 de junho de 2001: eliminou Dinamo Tbilisi, AIK Solna e Wolfsburg e passou pelo Newcastle com 0 a 0 em casa e 4 a 4 em St James' Park, pelo gol fora. Perrin foi para o Marselha em 2002 e o clube caiu no ano seguinte, em último lugar.
Os títulos são três de segunda divisão, o mais recente em 2026, que é o que traz o clube de volta à Ligue 1, e a Copa Intertoto de 2001, ganha sob Alain Perrin. Nenhum troféu nacional em quarenta anos, e nem o nome é de nascença: o clube era ATAC e virou Espérance Sportive Troyes Aube Champagne em 2000, após queixa da rede de supermercados Atac. A DNCG decidiu duas temporadas da casa: em 2015 barrou a subida à Ligue 1 por um déficit de 5 milhões de euros, e a decisão só caiu no recurso, depois das vendas de Corentin Jean e Lionel Carole; em 2024, rebaixado em campo ao National, o clube ficou na Ligue 2 pela punição do Bordeaux.
A cidade tem 61 mil habitantes, fica na Champagne e o estádio é o Stade de l'Aube, com 20.460 lugares, um terço da população. Foi construído em 1924 pelo industrial Marcel Vitoux e ganhou a forma atual em obras de 2004, e o recorde de público são 20.347 pessoas contra o Amiens em 18 de maio de 2012. Ali também aconteceu a maior derrota em casa da história do clube, 9 a 0 para o Paris Saint-Germain em 2016, na temporada em que o Troyes foi o primeiro time da Ligue 1 a atravessar um turno inteiro sem vencer.
Desde 2020 o clube pertence ao City Football Group, o mesmo grupo do Manchester City, do Girona, do Melbourne City, do Lommel e de mais uma dezena de times pelo mundo. Isso muda tudo o que vem depois: as duas maiores vendas da história desta casa, de 25 milhões de euros cada, foram para o Manchester City. Savinho em 2024 e Mathys Detourbet em 2026.
O que a casa faz é comprar garoto no exterior e revender caro. Savinho custou 6,5 milhões de euros ao Atlético Mineiro em 2022 e saiu por 25, Wilson Odobert saiu por 12 ao Burnley em 2023, Giulian Biancone por 10 ao Nottingham Forest, Cyriaque Irié por 8,5 ao Freiburg em 2025, Abdoulaye Ndiaye por 7,35 ao Parma e Bryan Mbeumo por 6,5 ao Brentford em 2019. Blaise Matuidi saiu daqui por 5 milhões ao Saint-Étienne em 2007. A maior compra da história são os 6,5 milhões de Savinho, e ela se pagou quatro vezes: o elenco de 2026-27 tem vinte e quatro jogadores, SEIS deles subidos do time B, e QUATRO desses seis aparecem na fonte sem data de fim de contrato, o que é a pendência mais concreta desta casa.