O clube nasceu de uma fusão de 2 de abril de 1912, no hotel Concordia em Cannstatt, entre o Stuttgarter FV e o FC Krone Cannstatt. A data que o nome carrega, 1893, é a do mais antigo dos dois: o Stuttgarter Fußballverein, fundado em 9 de setembro de 1893 no hotel Zum Becher, que começou como clube de RÚGBI e só abriu departamento de futebol em 1908. Os dois times eram formados por estudantes de classe média que aprenderam os esportes com ingleses expatriados, e é por isso que a razão social diz Verein für Bewegungsspiele, associação de jogos de movimento.
São cinco campeonatos alemães, o último em 2006-07, e quatro Copas da Alemanha, a última em 2025. Na tabela de todos os tempos da Bundesliga o clube é o quarto colocado, atrás só de Bayern, Borussia Dortmund e Werder Bremen. O título de 2007 foi ganho com um time montado sobre garotos da base, Mario Gómez tinha 21 anos e Sami Khedira 20, e é o último de um clube que não é Bayern, Dortmund ou Leverkusen até hoje.
A casa é a MHPArena, no Neckarpark, ao lado do Cannstatter Wasen, onde acontece a festa da cerveja da cidade. O clube tem mais de 100 mil sócios, é o maior clube esportivo de Baden-Württemberg e o oitavo maior do futebol alemão em associados, com departamentos de peteca, hóquei, atletismo, tênis de mesa e até de árbitros. A equipe reserva, o VfB Stuttgart II, joga a terceira divisão, que é a divisão mais alta permitida a um time B na Alemanha.
A base é o patrimônio real. As categorias de menores ganharam o campeonato alemão sub-19 dez vezes, recorde da competição, e o sub-17 sete vezes. Dessa linha saíram Timo Werner, Joshua Kimmich, Serge Gnabry, Antonio Rüdiger e Mario Gómez, todos vendidos e todos titulares de seleção depois. A lista das dez maiores vendas da história é quase toda de jogadores formados na casa ou comprados jovens, e três delas foram para o Bayern de Munique: Benjamin Pavard por 35 milhões, Mario Gómez por 30 e Hiroki Ito por 23,5.
As últimas duas décadas tiveram dois rebaixamentos e duas subidas como campeão da segunda divisão, em 2017 e antes disso em 2009. A recuperação recente veio com a Copa da Alemanha de 2025 e com a venda de Nick Woltemade ao Newcastle por 75 milhões de euros, a maior da história do clube por uma margem de quarenta milhões. A janela de 2026 gastou parte disso: Bilal El Khannouss por 15 milhões ao Leicester, Leo Sauer por 15 ao Feyenoord e Dzenan Pejcinovic por 25 ao Wolfsburg, a segunda maior compra que a casa já fez.