O clube se organizou em 25 de janeiro de 1890, na noite de Burns que a colônia britânica de Sevilha celebrava, e é um dos mais antigos da Espanha dedicados só ao futebol. O primeiro presidente foi Edward Farquharson Johnston, vice-cônsul britânico na cidade. Em 8 de março de 1890, o time venceu o Huelva Recreation Club por 2 a 0 diante de umas 150 pessoas: o primeiro jogo oficial disputado na Espanha entre dois clubes constituídos. Os estatutos só foram registrados em 14 de outubro de 1905, e o escudo traz os três santos padroeiros da cidade.
Ramón Sánchez-Pizjuán presidiu a casa de 1932 a 1941 e de 1948 a 1956, e morreu de repente em 28 de outubro daquele ano. Um sócio pediu por carta que o estádio em projeto levasse o nome do morto, e o sucessor Ramón de Carranza emitiu 50 milhões de pesetas em obrigações para pagar a obra, assinada por Manuel Muñoz Monasterio, coautor do Bernabéu. A inauguração saiu em 7 de setembro de 1958. Fechado em 1974, o Sánchez-Pizjuán passou de 70 mil lugares, recebeu uma semifinal da Copa do Mundo de 1982 e hoje tem 43.883.
A dívida da obra cobrou o preço nos anos sessenta: saíram Ruiz Sosa para o Atlético de Madrid, Francisco Gallego para o Barcelona e Agüero para o Real Madrid. Em 1967-68 veio o rebaixamento, depois de trinta e uma temporadas seguidas na primeira divisão, com volta imediata como campeão da Segunda. Pior foi 1995: a Lei do Esporte exigia aval contra dívida até 1º de agosto, Sevilla e Celta de Vigo não entregaram e foram rebaixados administrativamente à Segunda B. A pressão das duas torcidas fez a federação recuar, ao custo de uma primeira divisão de 22 clubes.
O campeonato espanhol de 1946 é o único título de LaLiga da história, e há cinco Copas do Rei, a última em 2010. Mas não é aí que mora a identidade desta casa. A virada começou com Joaquín Caparrós, campeão da Segunda em 2000-01, e com Monchi na direção esportiva. Juande Ramos ganhou a Copa da UEFA de 2006 em Eindhoven e a de 2007 em Glasgow, contra o Espanyol nos pênaltis, com Andrés Palop pegando três. No mesmo ano veio a Copa do Rei e o título de melhor clube do mundo pela IFFHS. Em 25 de agosto de 2007 Antonio Puerta caiu em campo na primeira rodada e morreu três dias depois.
SETE Ligas Europa, com as duas primeiras ganhas como Copa da UEFA, fazem deste clube o maior vencedor da história do torneio por uma margem que ninguém encosta. As três seguidas de Unai Emery, entre 2014 e 2016, não têm paralelo fora do Real Madrid: Benfica nos pênaltis, Dnipro por 3 a 2 e Liverpool por 3 a 1. Depois vieram o 3 a 2 no Inter, em 2020, e o 1 a 1 com a Roma em 2023, decidido por 4 a 1 nos pênaltis. Foi o primeiro clube a ganhar as seis primeiras finais europeias que disputou.
Jesús Navas, com 705 partidas, e Juan Arza, com 187 gols, seguem sendo os recordistas da casa. O mercado foi por décadas o melhor da Europa em relação custo-benefício, com Sergio Ramos vendido ao Real Madrid em 2005 e Dani Alves, Clément Lenglet e Jules Koundé ao Barcelona, os quatro entre 27 e 50 milhões de euros. Em 2022 o Sevilla foi o clube mais desvalorizado da Europa, uma queda de 171 milhões. O elenco de 2026-27 tem vinte e cinco jogadores, OITO do Sevilla Atlético, e a janela inteira gastou pouco mais de 12 milhões.