Registrado em 6 de março de 1902, com origens em 1900 e o nome Madrid Foot-ball Club desde outubro de 1901, teve Julián Palacios e os irmãos Juan e Carlos Padrós como fundadores, e ganhou o Real, Royal, de Alfonso XIII em 1920. A propriedade é dos mais de 90 mil sócios, um dos quatro clubes profissionais da Espanha que nunca viraram sociedade anônima, e um dos três que nunca caíram desde a criação da primeira divisão, em 1929. A casa é o Santiago Bernabéu, com 83.186 lugares depois da reforma que fechou o teto e instalou um gramado retrátil.
São QUINZE Ligas dos Campeões, mais que o dobro do segundo colocado da história, e trinta e seis campeonatos espanhóis. Há ainda vinte Copas do Rei, treze Supercopas da Espanha, seis Supercopas Europeias, duas Copas da UEFA e nove títulos mundiais entre Intercontinental, Mundial de Clubes e a Copa Intercontinental da FIFA de 2025.
As cinco primeiras Copas dos Campeões vieram seguidas, entre 1956 e 1960, com Alfredo di Stéfano e Ferenc Puskás, o time que criou a competição e definiu o que este clube esperaria de si mesmo por setenta anos. A sexta, em 1966, saiu de um time de onze espanhóis, e depois dela vieram TRINTA E DOIS anos de espera: a sétima só chegou em 1998, com gol de Predrag Mijatović na final contra a Juventus. As três de 2016, 2017 e 2018 vieram seguidas de novo, com Zinedine Zidane no banco.
O primeiro campo próprio foi o de Chamartín, inaugurado em 1924. Santiago Bernabéu, atacante nos anos 1920 e presidente a partir de 1943, viu o time aplicar o 11 a 1 no Barcelona em junho daquele ano, a maior goleada da história da casa, e terminar 1947-48 em DÉCIMO PRIMEIRO, o pior lugar de todos, salvo do rebaixamento pelo WM do inglês Michael Keeping. Foi ele quem comprou em 1944 o terreno ao lado e inaugurou o estádio novo em 14 de dezembro de 1947, com 75.145 lugares; as reformas seguintes o levaram a 120 mil, até a UEFA limitar aforo.
A Quinta del Buitre saiu do Castilla campeão da segunda divisão em 1984 e subiu, no ano seguinte e um a um, ao time de Alfredo di Stéfano: Emilio Butragueño, Míchel, Manolo Sanchís, Rafael Martín Vázquez e Miguel Pardeza, que foi ao Zaragoza em 1986 sem se firmar. Com Hugo Sánchez, ganharam cinco campeonatos espanhóis seguidos, as Copas da UEFA de 1985 e 1986 e marcaram 107 gols numa só liga, recorde que durou até 2011-12. Os galácticos Luís Figo, Zinedine Zidane, Ronaldo e David Beckham custaram cerca de 200 milhões de euros e devolveram perto de 400 milhões por ano ao fim do primeiro mandato de Florentino Pérez, em 2006, que avalizou pessoalmente 147 milhões da dívida. A receita de 2024-25, 1.185 milhões de euros sem transferências, foi a PRIMEIRA do futebol acima de um bilhão.
Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da história com 450 gols em 438 jogos, mais gols que partidas, e Raúl é o recordista de aparições com 741. Karim Benzema fez 354 gols em 648 jogos, Iker Casillas defendeu 725 vezes e Sergio Ramos jogou 671. O mercado é o único que opera acima dos cem milhões de euros com regularidade: Jude Bellingham custou 127 milhões ao Borussia Dortmund em 2023, Yan Diomande 125 ao RB Leipzig em 2026 aos DEZENOVE anos, Eden Hazard 120,8 ao Chelsea e Gareth Bale 101 ao Tottenham. O elenco de 2026-27 tem vinte e sete jogadores e um atacante avaliado em 200 MILHÕES.