O clube nasceu em 24 de outubro de 1920 da fusão de dois times de Pamplona, o Sportiva Foot-ball Club e o New Club, acertada numa reunião no Café Kutz, e é o decano de Navarra. O nome foi proposto por Benjamín Andoáin: osasuna quer dizer saúde em basco, e este é o ÚNICO clube da liga espanhola com nome em euskera. Em 1926 passou a se chamar Club Atlético Osasuna e não mudou mais. A estreia foi um empate em 1 a 1 com o Regimiento de la Constitución, e em cento e seis anos nenhum outro time de Navarra jogou a primeira divisão.
É também um dos QUATRO clubes da Espanha que pertencem aos próprios sócios em vez de serem sociedades anônimas, os outros três são Real Madrid, Barcelona e Athletic de Bilbao. Nenhum dono estrangeiro, nenhum investidor: quem manda são os 20.140 associados de 2026-27, que aprovam um orçamento de 75 milhões de euros. São 45 temporadas na primeira divisão, 38 na Segunda e 13 na Terceira, o que dá o décimo terceiro lugar da tabela histórica, e o melhor resultado é o quarto lugar, em 1990-91 e em 2005-06.
El Sadar abriu em 2 de setembro de 1967 com um Real Zaragoza contra Vitória de Setúbal, e no dia seguinte o dono da casa bateu os portugueses por 3 a 1. De dezembro de 2005 até 2017 chamou-se Reyno de Navarra, num acordo em que o governo regional pagava para promover o turismo da comunidade. A reforma profunda de 2021 deixou os 23.516 lugares atuais, numa cidade de 200 mil habitantes, e em setembro de 2025 começou uma ampliação de vinte e quatro meses, prevista para estrear na temporada 2027-28.
A primeira Copa da UEFA veio de um sexto lugar, em 1985-86, com o Rangers eliminado e queda para o belga Waregem. Vinte anos depois, o quarto lugar de 2005-06 sob Javier Aguirre deu a única classificação para a Liga dos Campeões, encerrada na terceira fase prévia pelo Hamburgo, no critério de gol fora. O prêmio de consolação foi a campanha de 2006-07: Bordeaux caiu com gol de Nekounam no último minuto da prorrogação, o Bayer Leverkusen levou 3 a 0 na Alemanha, e a semifinal ficou com o Sevilla. A IFFHS elegeu o Osasuna o melhor clube do mundo em dezembro de 2006.
Não existe troféu nacional. O que existe são quatro campeonatos de segunda divisão, o último em 2019, e DUAS finais de Copa do Rei perdidas por 2 a 1, a de 2005 para o Betis na prorrogação e a de 2023 para o Real Madrid, que rendeu a primeira Supercopa da Espanha da história, em 2024. As quedas são igualmente exatas: rebaixado em 2013-14 com 39 pontos, um a menos que a salvação, depois de catorze temporadas seguidas na elite; de volta em 2016; rebaixado outra vez em 2017, com um 7 a 1 do Barcelona pelo caminho; e de volta em 2019 com Jagoba Arrasate.
O que sustenta o clube é a categoria de base de Tajonar e a exportação. As dez maiores vendas somam mais de 105 milhões de euros e quase todas são de jogadores criados aqui: Raúl García, Jesús Areso, Álex Berenguer, Nacho Monreal e César Azpilicueta saíram por 6 a 13 milhões cada. A operação mais absurda é recente: em 2025 a casa pagou 25 MILHÕES ao Real Madrid por Víctor Muñoz, a maior compra da história por uma margem enorme, e o vendeu ao Liverpool por 40 doze meses depois. O elenco de 2026-27 tem apenas VINTE E DOIS jogadores, o menor de toda a LaLiga nesta coleta, e SETE deles vieram do Osasuna Promesas.