O Forest nasceu em 1865, quando um grupo que jogava shinty na Clinton Arms, na Sherwood Street de Nottingham, decidiu trocar de esporte para o futebol associado. A cor Garibaldi Red, batizada em homenagem ao revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, ficou desde então como identidade do clube. A primeira partida oficial foi contra o Notts County em 22 de março de 1866, e o clube venceu a Football Alliance em 1892 antes de entrar para a Football League. Em 1898 ganhou a primeira Copa da Inglaterra, batendo o Derby County por 3 a 1 na final do Crystal Palace, diante de 62 mil pessoas.
Brian Clough chegou em janeiro de 1975 e, com o auxiliar Peter Taylor a partir de julho de 1976, transformou um time de segunda divisão em campeão europeu em quatro anos. O título da First Division veio em 1977-78, com sete pontos de vantagem sobre o Liverpool, dentro de uma sequência de 42 jogos sem perder na liga entre novembro de 1977 e dezembro de 1978, recorde inglês até o Arsenal fazer 49 em 2004. A Copa da Europa foi vencida em 1978-79, batendo o Malmö por 1 a 0 em Munique depois de eliminar o próprio Liverpool, e revalidada em 1979-80 contra o Hamburgo, também por 1 a 0, em Madri.
Depois da saída de Taylor em 1982, o time foi sendo desmontado aos poucos, mas Clough ainda ganhou duas Copas da Liga, em 1989 e 1990, e perdeu a final da Copa da Inglaterra de 1991 para o Tottenham por 2 a 1. A queda para a segunda divisão veio em 1993, encerrando os dezoito anos de Clough no comando. Seguiram-se anos difíceis, com doze técnicos diferentes em treze temporadas e a queda à terceira divisão em 2005-06, que fez do Forest o único campeão europeu da história a cair tão baixo.
Evangelos Marinakis comprou o clube em maio de 2017, e a virada aconteceu sob Steve Cooper, contratado em setembro de 2021: o time saiu da lanterna no Natal para o quarto lugar ao fim da temporada, eliminou o Sheffield United nos pênaltis da semifinal do playoff e subiu à Premier League batendo o Huddersfield por 1 a 0 na final, em 2022. De volta à elite depois de 23 anos fora, o clube seguiu na Premier League sob Nuno Espírito Santo e depois Oliver Glasner, mantendo a marca única de ter mais Copas da Europa do que títulos nacionais.
O dinheiro entra em outra escala desde então, mas o banco não acompanha o ritmo. Nuno Espírito Santo, recém-saído da campanha que levou o Forest à Liga Europa pela primeira vez em 53 anos, foi demitido em 8 de setembro de 2025; Ange Postecoglou durou 39 dias e saiu sem vencer em oito jogos; Sean Dyche resistiu até fevereiro de 2026, com o time em 17º lugar; Vítor Pereira ficou até julho, quando saiu por cláusula de rescisão mútua; e Oliver Glasner, ex-Crystal Palace, assumiu para 2026-27. No mesmo intervalo o clube pagou 37,5 milhões de libras ao Ipswich Town por Omari Hutchinson, recorde de compra, e vendeu Elliot Anderson ao Manchester City por 116 milhões, recorde de venda e mais que o triplo do que gastou pelo zagueiro marfinense Ousmane Diomande, contratado do Sporting na mesma janela de 2026.