O clube nasceu em 21 de abril de 1943, em plena Segunda Guerra, da fusão de cinco times pequenos de Nantes. O amarelo e o verde vêm de um cavalo de corrida: entre os fundadores estava o construtor Jean Le Guillou, dono do Ali Pacha, e as cores do jóquei dele foram para a camisa. Daí vêm os apelidos, Les Canaris, os canários, e La Maison Jaune, a casa amarela.
São OITO campeonatos franceses, quatro Copas da França e três Supercopas, e quase tudo saiu de uma ideia de jogo com nome próprio: o JEU À LA NANTAISE. Em 1960 o presidente Marcel Saupin contratou um treinador amador chamado José Arribas, que abandonou as quatro linhas tradicionais por um 4-2-4 e insistiu em jogo coletivo e ofensivo. Ficou treze anos e ganhou os títulos de 1965, 1966 e 1973.
A temporada 1965-66 é o retrato da coisa: melhor defesa da França com 36 gols sofridos, melhor ataque com 84 marcados, e Philippe Gondet artilheiro do campeonato com 36 GOLS EM 37 JOGOS. Depois vieram Jean Vincent, que ganhou 1977 e abriu em 1978 o centro de treinamento da Jonelière, o mais avançado da França na época, e Jean-Claude Suaudeau, que ganhou 1983 e comandou uma série de NOVENTA E DOIS jogos sem perder em casa.
Quando o dinheiro dos outros clubes cresceu e o daqui não, o clube virou o que a Wikipédia chama de feeder club e passou a sobreviver quase só da base. E a base entregou: Marcel Desailly, Didier Deschamps, Mickaël Landreau, Claude Makélélé, Christian Karembeu e Jérémy Toulalan saíram todos daqui. Stéphane Ziani, Olivier Monterrubio, Éric Carrière e Frédéric Da Rocha ganharam as Copas da França de 1999 e 2000 e o oitavo campeonato, em 2001.
O mercado de hoje é o mesmo de sempre, só com zeros a mais. Matthis Abline saiu por 25 MILHÕES de euros ao Monaco em 2026 e Nathan Zézé por 20 ao NEOM em 2025. Emiliano Sala foi vendido por 17 milhões ao Cardiff City em 2018 e morreu na queda do avião que o levava ao clube novo, em janeiro de 2019. Em 2026-27 esta casa joga a segunda divisão, e os QUATRO jogadores mais valiosos do elenco vieram todos da base.