Fundado em 1884 como clube de esportes e com seção de futebol desde 1894, o Le Havre é um dos clubes de futebol mais antigos da França, e não o mais antigo em atividade: o Standard Athletic Club é de 1892. A casa usa 1872 como data de nascimento e comemorou 150 anos em 2022, mas o que existia então era o Football Club havrais, de 1872 a 1882, que jogava combinaison, parente do rúgbi. O Havre Athletic Club foi criado em 20 de outubro de 1884 pelo pastor Jeffery Edward Orlebar, da igreja episcopal britânica, e em novembro os sócios votaram por combinaison, recusando o futebol, que só veio no fim de 1894.
O clube estreou no primeiro campeonato francês da história, em 1899, e o ganhou: foi o primeiro time de fora de Paris a ser campeão da França. Ganhou sem entrar em campo: o Iris Club lillois desistiu com gripe, o Club français se recusou a jogar a final e a federação deu o título ao normando. Ganhou de novo em 1900, com 4 a 1 no US Tourcoing e 1 a 0 na final. Aqueles dois títulos são de uma competição diferente da Ligue 1 de hoje, e é por isso que a linha oficial diz que esta casa nunca ganhou a primeira divisão moderna.
A cidade é o segundo porto do país, na foz do Sena, e cinquenta sócios do clube morreram na Primeira Guerra. Foi durante ela que o presidente Albert Schadegg comprou o terreno da Cavée Verte, que os sócios transformaram em estádio, casa do time de 1919 a 1971. O clube ganhou a Copa Nacional de 1918 e a de 1919, esta com 4 a 1 no Olympique de Marselha na inauguração do estádio, e ali cabiam as 24.961 pessoas do recorde de público, em 23 de abril de 1950. O terceiro lugar de 1950-51 é a melhor campanha da casa.
O que existe de troféu moderno é a Copa da França de 1959, com a Supercopa do mesmo ano, e seis títulos de segunda divisão, o último em 2023, que trouxe o clube de volta à Ligue 1. Em 1958-59 o clube estava na segunda divisão e ganhou o título dela e a Copa da França, o primeiro time a fazer isso. O balanço até 2024-25 são vinte e seis temporadas na primeira divisão, quarenta e seis na segunda e dez na terceira, e entre 1962 e 1966 o clube abandonou o profissionalismo e desabou até a quarta divisão, de onde só saiu em 1970.
A categoria de base é uma das mais produtivas da Europa e a lista de nomes explica o clube inteiro. Vikash Dhorasoo saiu por 7,5 milhões de euros ao Lyon em 1998, Lassana Diarra por 4,5 ao Chelsea em 2005, Benjamin Mendy por 4 ao Marselha em 2013, Ferland Mendy por 5 ao Lyon em 2017, Lys Mousset por 6,5 ao Bournemouth em 2016 e Isaak Touré por 5,5 ao Marselha em 2022. Steve Mandanda também saiu daqui, em 2007.
O estádio é o Stade Océane, com 25.178 lugares, aberto em 12 de julho de 2012, o mais novo entre os clubes históricos da Ligue 1 e alugado; antes dele o time jogou quarenta e um anos no Jules-Deschaseaux, de 1932, que recebeu um jogo da Copa do Mundo de 1938. A subida de 2023 saiu com 19 gols sofridos, que igualaram o recorde da Ligue 2, e 32 jogos invicto. A maior compra da história do clube são 2 milhões de euros, de Tino Kadewere em 2018, que foi revendido ao Lyon por 12, a maior venda da casa. O elenco de 2026-27 tem vinte e seis jogadores, OITO deles vindos do time B ou do sub-19, e apenas DOIS goleiros. Desde 2025 o dono é o fundo americano Blue Crow Sports Group.