O clube atual foi fundado em junho de 1919, da fusão de três times mais antigos, mas a data de origem que ele carrega é 29 de setembro de 1887, quando nasceu o primeiro dos três, o SC Germania. São seis campeonatos alemães, três Copas da Alemanha e duas Copas da Liga, e o troféu mais recente é de 1987, quarenta anos atrás. As cores oficiais são azul, branco e preto, mas o uniforme de casa é camisa branca e calção vermelho, e é daí que vem o apelido mais usado, die Rothosen, os calções vermelhos.
A melhor fase vai de meados dos anos 1970 a meados dos 1980, e foi construída sobre três jogadores que eram titulares da Alemanha Ocidental ao mesmo tempo: Horst Hrubesch, Manfred Kaltz e Felix Magath. Nesse período o clube ganhou a Recopa Europeia de 1976-77, batendo o Anderlecht por 2 a 0, e a Copa dos Campeões de 1982-83, contra a Juventus de Michel Platini e Zbigniew Boniek, com gol de Felix Magath. Foram também três campeonatos alemães em quatro anos, entre 1979 e 1983.
O apelido mais duro veio depois: der Dinosaurier, o dinossauro. Até 2017-18 o Hamburgo era o único time que havia jogado sem interrupção na primeira divisão desde a fundação do clube ao fim da Primeira Guerra, e o único a ter disputado todas as temporadas de Bundesliga desde a criação dela em 1963. Um relógio no Volksparkstadion contava os anos, os dias e os segundos dessa sequência. Em 2018 ela terminou, o clube caiu para a segunda divisão e o relógio foi zerado.
A casa é o Volksparkstadion, em Bahrenfeld, no oeste da cidade, com 57 mil lugares. O clube é declaradamente orientado para a base e para a formação, e as duas rivalidades dele são as mais conhecidas do norte da Alemanha: o Nordderby contra o Werder Bremen, que é o clássico da região, e o dérbi de Hamburgo contra o St. Pauli, que divide a mesma cidade em duas ideias diferentes de futebol.
O tamanho financeiro é a parte que surpreende quem olha só os títulos. A maior compra da história do clube são os 14 milhões de euros de Filip Kostic ao Stuttgart em 2016, e a maior venda são os 18 milhões de Nigel de Jong ao Manchester City em 2008, os dois números mais baixos entre todos os clubes grandes deste catálogo. A janela de 2026 se resolveu com contratações de graça e de miudeza: Bilal Nadir e Patson Daka sem custo, Terem Moffi por 2 milhões, Albert Grønbaek por 4,7, Martin Adeline por 4, Kofi Amoako por 1,8.