A casa nasceu em 28 de outubro de 1900 como Sociedad Española de Foot-ball, criada pelo estudante de engenharia Ángel Rodríguez Ruiz com Octavio Aballí e Luis Roca: foi o primeiro clube do país formado só por espanhóis, em oposição declarada ao outro clube da cidade, criado no ano anterior por estrangeiros e catalanistas. O nome existe para dizer exatamente isso. As atividades pararam entre 1906 e 1909, quando os fundadores universitários terminaram os estudos e foram embora, e a refundação de 28 de fevereiro de 1909 juntou os que sobraram ao X Sporting Club e ao Club Español de Jiu-Jitsu. As listras azuis e brancas chegaram em 20 de fevereiro de 1910, tiradas do escudo do almirante Roger de Lauria, e o título de Real veio de Alfonso XIII em 25 de abril de 1912.
São quatro Copas do Rei, a última em 2006, e a Copa Intertoto de 1968. Não há campeonato espanhol em cento e vinte e seis anos: o melhor resultado na liga é um terceiro lugar, repetido em quatro temporadas diferentes das oitenta e cinco que esta camisa disputou na primeira divisão, da qual foi um dos fundadores em 1929. E as duas chances de título europeu terminaram do mesmo jeito, finais de Copa da UEFA em 1988 e 2007 perdidas nos PÊNALTIS.
O terreno do Sarrià custou 170 mil pesetas aos irmãos De La Riva, a primeira pedra é de 31 de dezembro de 1922 e a inauguração, em 18 de fevereiro de 1923, foi um 4 a 1 sobre a Unió Sportiva de Sans, num campo de 10 mil lugares. Setenta e quatro anos depois a dívida obrigou a vender: o último jogo foi em 21 de junho de 1997, um 3 a 2 sobre o Valencia, e a demolição veio no mesmo ano. Vieram doze temporadas no Estádio Olímpico de Montjuïc e, desde 2009, o RCDE Stadium, em Cornellà de Llobregat, com primeira pedra em 2003 e obra paga por um crédito de 55 milhões de euros de cinco bancos. A estreia, em 2 de agosto de 2009, foi 3 a 0 sobre o Liverpool, e seis dias depois o capitão Daniel Jarque morreu de parada cardíaca aos vinte e seis anos: desde então o minuto 21, o número da camisa dele, é aplaudido em todo jogo.
Raúl Tamudo é o dono das duas listas históricas, com 140 gols em 385 jogos, e é o jogador que a arquibancada usa para explicar o clube, além do único a ter jogado nos três estádios da casa. Antes dele, Thomas N'Kono jogou 288 partidas no gol, o camaronês que fez Gianluigi Buffon virar goleiro e dar ao filho o nome de Louis Thomas.
Mauricio Pochettino jogou 315 partidas aqui como zagueiro, o terceiro maior número da história, e voltou como técnico em 2009 antes de virar um dos treinadores mais requisitados da Europa. É o produto mais valioso desta casa que nunca apareceu numa lista de transferências.
O mercado é o de um clube que forma e vende para o vizinho e para os rivais diretos: Borja Iglesias por 28 milhões de euros ao Betis em 2019, Joan García por 25 ao BARCELONA em 2025, Mario Hermoso por 25 ao Atlético de Madrid e Gerard Moreno por 20 ao Villarreal. O elenco de 2026-27 tem vinte e quatro jogadores, NOVE deles do Espanyol B, e o mais valioso do plantel é emprestado pelo Burnley, que tem o mesmo dono: desde 2025 o controle acionário é da Velocity Sports Limited. O chinês Chen Yansheng comprou 54% das ações em janeiro de 2016, e entre um dono e outro couberam dois rebaixamentos, 2020 e 2023, com subida no ano seguinte nas duas vezes.