Em 6 de agosto de 1922 a revista Nueva Illice pediu um time único para enfrentar o Bellas Artes de Alicante, e o prefeito Lorenzo Fenoll Serrano encampou a ideia nesta cidade do sul valenciano. No fim daquele mês, dirigentes de La Sportiva, Gimnástica FC, Illice FC, Sporting de Elche e outros clubes locais se reuniram numa gruta às margens do rio Vinalopó, onde se guardava material pirotécnico, e fundaram a Sociedad Deportiva Elche Foot-ball Club, com Mariano Rodríguez Irles na presidência e uniforme todo branco. A inscrição na Federação Valenciana saiu em 10 de janeiro de 1923, e o nome foi castelhanizado para Elche Club de Fútbol em 1939-40.
A entrada no sistema de ligas veio em 1929-30, na terceira divisão recém-criada, com um segundo lugar. A primeira subida à segunda é de 1934-35. Em 1953, para não desaparecer, a casa virou cooperativa administrada pelos próprios jogadores. A estreia na primeira divisão foi conquistada em 1958-59, no último jogo, com 3 a 0 fora de casa no Tenerife.
Em 1963-64 os franjiverdes lideraram a primeira divisão pela primeira vez, com Heriberto Herrera no banco, que depois foi para a Juventus, e fecharam em quinto lugar, a melhor colocação da história. Em 1968-69 veio a final de Copa, perdida para o Athletic de Bilbao, no mesmo ano em que este foi o ÚNICO time a bater o Real Madrid, 1 a 0 em 6 de abril de 1969, com gol de Curro no minuto 48. A queda de 1970-71 encerrou doze temporadas seguidas na elite.
O Martínez Valero substituiu Altabix, campo da casa de 1926 a 1976, e foi inaugurado em 8 de setembro de 1976 contra a seleção do México. Obra do arquiteto Juan Boix Matarredona, é o maior estádio da província de Alicante, com 33.732 lugares numa cidade de 230 mil habitantes, foi subsede da Copa do Mundo de 1982 e tem reforma anunciada em abril de 2024 para terminar em 2026-27. Em 1995 os sócios deram lugar a acionistas na refundação como sociedade anônima.
Título nacional não existe em cento e três anos. O que existe são dois campeonatos de segunda divisão, e o de 2013 saiu com a subida matemática em 18 de maio, vinte e quatro anos depois da última vez na elite, e o troféu em 26 de maio, na primeira vez em que a casa terminou como líder geral da divisão. Em 2015 o rebaixamento foi administrativo, por 6,7 milhões de euros de dívida com o fisco e 5,5 milhões com a associação dos jogadores, e nenhum clube espanhol havia caído assim antes. Em 2017 a queda foi à terceira divisão.
A volta à primeira em 2020 saiu de um gol de Pere Milla no minuto 96 contra o Girona, em 23 de agosto. Caiu de novo em 2023, no ano do centenário e com quatro técnicos, e subiu em 2025 como vice, num vaivém que nenhum outro clube da liga repetiu na década, depois de um 0 a 4 em Riazor na última rodada, com Eder Sarabia no banco, a defesa menos vazada da divisão e o Troféu Zamora para Matías Dituro. O negócio da casa é comprar jovem de clube grande e revender caro: Álvaro Rodríguez custou 14,5 milhões de euros ao Real Madrid em 2025 e saiu por 25 ao Bournemouth em 2026, Rodrigo Mendoza foi para o Atlético de Madrid por 16 em 2025 e Lucas Boyé para o Granada por 8,74 em 2023. O elenco de 2026-27 tem vinte e sete jogadores, com TRÊS de 36 anos ou mais, incluindo um goleiro de TRINTA E NOVE, cinco argentinos e cinco produtos do Elche Ilicitano.