Em novembro de 1899 treze rapazes descontentes saíram do TC Germania Gladbach e, em 17 de novembro, fundaram no bar Zum Jägerhof um clube dedicado especificamente ao futebol. Escolheram a palavra Borussia, a forma latinizada de Prússia, que era nome popular de clube no antigo reino prussiano, o mesmo motivo pelo qual o Borussia Dortmund se chama assim, sem que os dois tenham qualquer relação. A data oficial de fundação que o nome carrega é 1900.
O clube entrou na Bundesliga em 1965 e a década de 1970 foi a melhor fase do futebol alemão de clube fora de Munique. Sob Hennes Weisweiler e depois Udo Lattek, um elenco jovem e de jogo rápido e agressivo ganhou cinco campeonatos alemães (1970, 1971, 1975, 1976 e 1977) e duas Copas da UEFA, em 1975 e 1979. O apelido Die Fohlen, os potros, nasceu ali: era a maneira de a imprensa alemã descrever um time cuja média de idade assustava.
A final da Copa dos Campeões de 1977, em Roma, contra o Liverpool, é a partida que a torcida mais lembra e a que mais dói: 3 a 1 para os ingleses, e o único título europeu de primeira grandeza que o clube chegou perto de ter. Duas outras histórias daquela era entraram no folclore alemão: o 7 a 1 sobre a Internazionale em 1971, anulado porque uma lata de refrigerante atingiu um jogador italiano, e o escândalo de apostas que atravessou a liga naquela década.
De 1919 a 2004 a casa foi o Bökelbergstadion, um estádio encaixado numa quadra residencial com capacidade pequena, e desde 2004 é o Borussia-Park, com 54.909 lugares. O clube tem 93 mil sócios, o quinto maior número da Alemanha, e é uma das quatro casas do futebol da Renânia que disputam o direito de chamar qualquer coisa de dérbi do Reno, as outras são Colônia, Fortuna Düsseldorf e Bayer Leverkusen.
Depois dos anos 1970 o clube nunca voltou a ser campeão. A última Copa da Alemanha é de 1995, e desde então a casa se reposicionou como formadora e vendedora: Granit Xhaka saiu por 45 milhões de euros ao Arsenal, Thorgan Hazard por 25,5 ao Borussia Dortmund, Jannik Vestergaard por 25 ao Southampton, Manu Koné por 18 à Roma, Marco Reus por 17,1 ao Dortmund, Marc-André ter Stegen por 12 ao Barcelona. A maior compra da história são 23 milhões, metade da maior venda, e o dado mais chamativo do elenco de 2026-27 é um meio-campista de dezessete anos vindo do sub-19 avaliado em 17 milhões.