O VfL Bochum 1848 foi criado em 14 de abril de 1938, quando o departamento de futebol do regime nazista mandou concentrar os clubes de cada cidade num só: Turnverein 1848, TuS Bochum 08 e Germania Bochum viraram um, e o ano do nome veio do mais antigo dos três. O futebol se separou como clube próprio em 29 de julho de 1949. O terreno da Castroper Straße recebe partida desde 8 de outubro de 1911 e é uma das sedes de mais tradição do futebol profissional alemão, no coração do Ruhr, a região industrial mais densa da Alemanha, cercada por Schalke, Dortmund e Duisburg. A casa é o Vonovia Ruhrstadion, com 26 mil lugares.
A subida de 1965 à segunda divisão foi decidida no CARA OU COROA: depois de 4 a 1 em casa, 2 a 3 fora e 1 a 1 na prorrogação do desempate contra o Erkenschwick, o regulamento mandava sortear, e a moeda caiu para cá. Em 1968 veio a primeira final de Copa da Alemanha, perdida por 1 a 4 para o Colônia em Ludwigshafen. Em 1971, com Hermann Eppenhoff, o segundo título seguido de Regionalliga e sete vitórias em oito jogos da fase de acesso puseram o time na Bundesliga.
Não existe título nacional em oitenta e oito anos. O que existe são quatro campeonatos de segunda divisão, o último em 2021, e a Copa da Alemanha Ocidental de 1968. O clube chegou a DUAS finais da Copa da Alemanha, em 1968 e 1988, e perdeu as duas. Nas 22 temporadas seguidas de Bundesliga entre 1971 e 1993 a melhor colocação foi um oitavo lugar, em 1978-79, e muitos fins de temporada terminavam com a venda dos melhores. É o décimo terceiro da tabela histórica da Bundesliga, com mais de trinta temporadas nela, e o clube alemão com mais temporadas na primeira divisão sem NUNCA ter ganho um título nacional.
O que o Bochum tem é permanência, e ela tem picos. Em 1996-97 Klaus Toppmöller levou o recém-promovido ao quinto lugar e à primeira Copa da UEFA da casa, com eliminação nas oitavas para o Ajax. Em 2003-04 veio o quinto lugar com 56 pontos, à frente de Dortmund e Schalke, treze jogos em casa sem sofrer gol e 911 minutos do goleiro Rein van Duijnhoven invicto dentro do Ruhrstadion, recorde da Bundesliga que segue de pé. Cinco vezes o time voltou à primeira divisão no ano seguinte à queda, mais do que qualquer outro alemão.
Michael Lameck jogou 596 partidas por esta casa, cento e cinquenta e oito a mais que o segundo colocado, e Hans Walitza fez 135 gols em 198 jogos. Anthony Losilla, francês, jogou 364 partidas e foi capitão por uma década inteira. Três vezes um jogador daqui foi artilheiro da Bundesliga: Stefan Kuntz com 22 gols em 1985-86, Thomas Christiansen com 21 em 2002-03 e Theofanis Gekas com 20 em 2006-07.
O mercado é o mais apertado da Alemanha nesta coleta: a maior compra da história são 1,5 milhão de euros, e as vendas mostram o que a casa consegue fazer com isso, Armel Bella-Kotchap por 12 milhões ao Southampton em 2022, Cajetan Lenz por 10 ao Hoffenheim em 2026 e Leon Goretzka por 3,25 ao Schalke em 2013. O elenco de 2026-27 tem vinte e sete jogadores e SEIS da base, quatro deles com dezoito anos. O estádio abriu em 30 de julho de 1979 planejado para 42 mil pessoas e hoje tem 26 mil, sendo 11.600 em pé, são 33.500 associados e desde 2025-26 o time está na segunda divisão.