A data oficial é 1907, em Sevilha, capital da Andaluzia, quando estudantes da Academia Politécnica passaram a se reunir para jogar; o registro da sociedade, como Sevilla Balompié, é de setembro de 1908. Em janeiro de 1910 apareceu o Betis Foot-ball Club, cisão do Sevilla contra a regra que filtrava sócio por classe social. Os dois se fundiram em dezembro de 1914, e como Alfonso XIII havia dado ao segundo o título de Real, o nome virou Real Betis Balompié, de Baetis, como os romanos chamavam o rio Guadalquivir.
O campeonato de 1934-35 veio sob o técnico irlandês Patrick O'Connell, por um ponto sobre o Madrid, confirmado em 28 de abril com 5 a 0 em Santander. Cinco anos exatos depois, em 28 de abril de 1940, o time caiu para a segunda, e em 13 de abril de 1947 uma derrota de 4 a 1 no mesmo Santander do título o mandou para a TERCEIRA divisão, fim de dezesseis anos seguidos de futebol profissional. Ao subir em 1954, virou a primeira casa da Espanha campeã das três divisões.
O campeonato de 1935 é o único título nacional de primeira divisão, e fez desta casa o QUARTO campeão da história da Espanha, três anos depois de ser o primeiro andaluz a subir à primeira divisão. Há ainda três Copas do Rei, a última em 2022, e SETE campeonatos de segunda divisão mais um de terceira; até 2009 esta casa já havia caído para a segunda ONZE vezes. A primeira Copa, em 1977, saiu no Vicente Calderón por 8 a 7 numa disputa de VINTE E UMA cobranças contra o Athletic.
Nada disso explica o tamanho da torcida. É o quarto clube com mais sócios da Espanha, 85.708 no total, numa cidade que divide o mesmo espaço com o Sevilla, e o lema não fala de vitória: Viva er Betis manque pierda, viva o Betis mesmo que perca. É uma declaração de método, não de resultado. E foi ela que virou a mesa: depois do rebaixamento de 31 de maio de 2009, o décimo primeiro da história, mais de 60 mil pessoas marcharam por Sevilha contra o acionista majoritário Manuel Ruiz de Lopera. Ele vendeu 51% das ações por 16 milhões de euros em 2010, a Justiça travou a venda, e em janeiro de 2011 veio o concurso de credores, com dívida de 60 a 80 milhões.
A casa é o Benito Villamarín, comprado da prefeitura em 1961 por 14.036.550 pesetas pelo presidente que lhe deu o nome, e em obras de 262 milhões de euros desde 2023, por isso o time joga desde 2025 no Estádio de La Cartuja, de 70 mil lugares. Sob Manuel Pellegrini vieram a Copa de 2022, a primeira final europeia da história, perdida por 4 a 1 para o Chelsea em 2025, e a segunda ida à Liga dos Campeões, vinte e uma temporadas depois de 2005, quando foi o primeiro andaluz a jogá-la.
O mercado tem um marco improvável. Em 1998 o clube pagou 30 milhões de euros ao São Paulo por Denilson, o que era então o recorde mundial de transferência, e continua sendo a maior compra desta casa vinte e oito anos depois. Do outro lado, as dez maiores vendas somam mais de 230 milhões: Giovani Lo Celso por 32 ao Tottenham, Fabián Ruiz por 30 ao Napoli, Joaquín por 25 ao Valencia e Johnny Cardoso por 24 ao Atlético de Madrid em 2025. O elenco de 2026-27 tem vinte e seis jogadores e é o mais internacional desta liga na coleta: brasileiros, argentinos, colombianos, um uruguaio, um mexicano, um irlandês e um marroquino. O capitão é Isco, que chegou aqui SEM CLUBE em 2023.