O clube foi fundado em 29 de novembro de 1899 por doze homens convocados pelo suíço Joan Gamper num anúncio da revista Los Deportes: seis espanhóis, três suíços, dois ingleses e um alemão. O nome escolhido foi Foot-ball Club Barcelona, em inglês, e o primeiro presidente foi o suíço Walter Wild, indicado por ser o mais velho da sala. Virou o símbolo do catalanismo, e o lema Més que un club, mais que um clube, é de 1968, do discurso de posse do presidente Narcís de Carreras.
A primeira era de ouro foram os anos 1920: o Camp de Les Corts abriu em 1922 para 30 mil pessoas e em 1929 veio a PRIMEIRA liga espanhola da história. O preço foi político. Em 1925 a ditadura de Primo de Rivera fechou Les Corts por seis meses e obrigou Gamper a renunciar porque a arquibancada assobiou a Marcha Real, e ele se matou em 1930, arruinado pela quebra de Wall Street. Em 1940 o franquismo rebatizou a casa de Club de Fútbol Barcelona, tirou do escudo as quatro barras catalãs, devolvidas só em 1949, e passou a nomear o presidente até 1953.
São vinte e nove campeonatos espanhóis, o último ganho em 10 de maio de 2026 com 2 a 0 no Real Madrid, e TRINTA E DUAS Copas do Rei, o maior número da história da Espanha, a última em 2025. Há ainda dezesseis Supercopas da Espanha, a última em 2026, e três Copas das Cidades com Feiras dos anos 1950 e 1960. A virada foi a contratação de Ladislao Kubala em 1950 e o time das Cinco Copas de 1951-52: os sócios chegaram a 38 mil, Les Corts ficou pequeno e o Camp Nou abriu em 24 de setembro de 1957, em obras desde 2023 e com capacidade reduzida a 62.657 lugares.
Na Europa são cinco Ligas dos Campeões (1992, 2006, 2009, 2011 e 2015), quatro Recopas, cinco Supercopas Europeias e três Mundiais de Clubes. A de 1992 veio com o Dream Team de Johan Cruyff, em Wembley, 1 a 0 na Sampdoria com gol de Koeman, e as três seguintes vieram do modelo que ele deixou montado na categoria de base. Em 2009 Pep Guardiola ganhou liga, copa e a final de Roma por 2 a 0 no Manchester United, e fechou o ano civil com SEIS títulos de seis possíveis, feito inédito.
A Masia é a razão pela qual este clube é diferente de qualquer outro do seu tamanho. Lionel Messi fez 672 gols em 778 jogos, os dois números são recordes do clube, e ele chegou aos treze anos. Xavi jogou 767 partidas, Sergio Busquets 722, Andrés Iniesta 674, Gerard Piqué 616 e Carles Puyol 593, todos formados dentro de casa, e nenhum deles custou uma taxa de transferência. Em 11 de julho de 2010 a Espanha foi campeã do mundo com sete titulares desta casa, seis deles da Masia.
O mercado moderno é o oposto disso. A maior compra da história são 148 milhões de euros por Ousmane Dembélé em 2017, seguida dos 135 de Philippe Coutinho e dos 120 de Antoine Griezmann em 2019, os três financiados pelos 222 milhões que o Paris Saint-Germain pagou por Neymar em 2017. A conta apareceu em 2021, com dívida de 1,35 BILHÃO de euros e folha salarial em 103% da receita, e foi por isso que a renovação de Messi não caberia no teto da LaLiga. Dono não há: são 150.317 sócios, e em 15 de março de 2026 eles reelegeram Joan Laporta com 68,18% dos votos. O elenco de 2026-27 tem trinta jogadores, CATORZE deles saídos da Masia, um ponta de dezenove anos avaliado em 220 MILHÕES de euros e nenhum centroavante de ofício.