A fundação partiu de uma recusa: em dezembro de 1904 o holandês Alwin Bohlen e Jonny Henningsen pediram uma seção de futebol na sociedade de baile Terpsichore e ouviram não. Com o presidente da própria sociedade, Emil Schröder, puseram anúncio em jornal procurando gente, e em 14 de abril de 1905 catorze homens se reuniram no Restaurant Modersohn, no porão do antigo paço municipal. Em 3 de maio de 1905 nasceu ali o 1. Bielefelder Fußballclub Arminia, de azul, branco e preto, com mensalidade de UM marco.
A Bielefelder Alm é a casa desde 1926, e o nome oficial muda com o patrocínio, mas a arquibancada nunca mudou o dela. Começou como um terreno de barrancos de terra; os degraus de concreto vieram em 1954 e a arquibancada principal depois da subida de 1970, quando a capacidade chegou a 30 mil. Nos anos 1980 foram 35 mil, até a queda à Oberliga obrigar a derrubar a arquibancada sul por risco de desabamento e o estádio encolher para 15 mil. Hoje são 26.750 lugares numa cidade de 340 mil habitantes.
Não existe título nacional em cento e vinte e um anos. Há dois campeonatos da Alemanha Ocidental, 1922 e 1923, onze da Vestfália, quatro campeonatos de segunda divisão, dois de terceira, sete Copas da Vestfália e duas Copas da Alemanha Ocidental, em 1966 e 1974. O que sustenta esta casa é outra conta: OITO subidas à Bundesliga, recorde alemão empatado com o 1. FC Nürnberg desde junho de 2020, dezenove temporadas na elite e o 25º lugar da tabela histórica da liga.
A queda mais grave foi comprada. Em 1971, afundado na tabela, o clube pagou 40 mil marcos pelo 1 a 0 no Schalke 04 na rodada 28 e 200 mil marcos ao Hertha BSC na última rodada. O presidente Wilhelm Stute confessou tudo em 24 de outubro de 1971. A federação condenou a casa por suborno em CINCO casos e mandou o time para a liga amadora; o recurso reduziu a pena à Regionalliga com dez pontos de desconto. A dívida chegou a um milhão de marcos, o empresariado local negou ajuda, e quem salvou o clube foi a torcida, com doações.
A resposta veio em 1979-80, a melhor temporada de segunda divisão que a liga já teve: saldo de 89 gols, 120 marcados e 31 sofridos, 28 jogos invicto, doze vitórias seguidas e um 11 a 0 no Arminia Hannover que segue sendo a maior vitória da história da 2. Bundesliga. Christian Sackewitz fez 35 gols naquele ano, e em 10 de março de 1979 o time de Otto Rehhagel havia ganho 4 a 0 na casa do Bayern de Munique. Décadas depois, Fabian Klos virou dono das duas listas históricas: 180 gols em 463 partidas, sessenta e oito gols e quarenta e três jogos a mais que os segundos colocados, e capitão de três subidas em onze temporadas.
Com o orçamento de 22 milhões de euros de 2020-21, o menor da Bundesliga, vieram a queda de 2022 e a terceira divisão em 2023. Mas 2025 tem uma linha que quase nenhum clube do mundo tem: este time chegou à FINAL da Copa da Alemanha jogando a TERCEIRA divisão, eliminou quatro clubes da Bundesliga, entre eles o Bayer Leverkusen na semifinal, perdeu a decisão para o Stuttgart e subiu à segunda divisão na mesma temporada. A maior compra da história são 2 milhões de euros, e a janela de 2026 gastou 500 mil em Henri Koudossou, 400 mil em Jannik Rochelt e 350 mil em Maximilian Bauer, num elenco de vinte e seis, TRÊS deles tirados do Hannover 96 e DOIS do Augsburg.