O clube foi fundado em 1919, o mesmo ano da federação francesa, numa cidade do Vale do Loire com 155 mil habitantes. Quem o criou, em 10 de outubro, foram os irmãos Fortin, diretores do banco Crédit de l'Ouest, e o nome era Sporting Club du Crédit de l'Ouest. O primeiro jogo, nove dias depois, foi derrota de 2 a 1 para o Stade nantais. A casa é o Stade Raymond Kopa, com 19.350 lugares, batizado com o nome do jogador que começou a carreira profissional aqui entre 1949 e 1951 antes de ganhar a Bola de Ouro de 1958 pelo Real Madrid.
O time que fez o clube crescer não era dele. O grande clube da cidade era o CS Jean-Bouin, dos Estabelecimentos Bessonneau, quatro vezes campeão do Oeste até 1931. Atingido pela crise de 1929, o dono cortou a subvenção e transformou o time em equipe de funcionários; a federação, num caso único, foi contra o próprio regulamento e só liberou os jogadores para o SC Ouest, que herdou o time, subiu à Divisão de Honra em 1932 e foi campeão do Oeste em 1934. O estádio vem da mesma linhagem: de 1912, como Bessonneau, virou Jean-Bouin em 1968 e Raymond Kopa em 2017.
O profissionalismo veio na Libertação, dois anos após o título amador de 1943, com a estreia na segunda divisão em 1945 e as contratações de Alfred Aston, André Simonyi e do jovem Kopa. Entre 1956 e 1981 a casa viveu na primeira divisão e perdeu a final da Copa da França de 1957 para o Toulouse. No começo dos anos 1970 o meia Jean-Marc Guillou deu ao time o jogo ofensivo que rendeu a única campanha europeia da história, dois jogos na Copa da UEFA de 1972-73: 1 a 1 em casa e 2 a 1 para o Dynamo Berlim.
A história do clube são trinta e duas temporadas na primeira divisão espalhadas por oito décadas, sempre entre subida e queda. O time chegou a jogar a terceira divisão várias vezes, a última em 2006-07. Os únicos títulos são dois de segunda divisão, o último em 1976. Willy Bernard comprou o clube em 2006 e Saïd Chabane em 2011, e é a era Chabane que assina o vaivém: a subida de 2015, oito anos na Ligue 1, a queda de 2022-23 em último lugar com 14 pontos e a volta imediata em 2024, com o segundo lugar da Ligue 2.
Nunca houve um troféu nacional. O momento mais próximo foi a final da Copa da França de 2017, perdida por 1 a 0 para o Paris Saint-Germain, no fim da década em que Stéphane Moulin dirigiu o clube por dez temporadas seguidas e o devolveu à Ligue 1 depois de vinte e um anos fora. Desde 2024 o clube se mantém na elite com o menor orçamento dela, e a queda das cotas de TV o empurrou para a base.
O que sustenta a casa é vender ponta e meia jovem por muito dinheiro. As dez maiores vendas somam 143,6 milhões de euros: Jeff Reine-Adélaïde por 25 milhões ao Lyon em 2019, Sidiki Chérif por 18 ao Fenerbahçe em 2026, Karl Toko Ekambi por 18 ao Villarreal, Nicolas Pépé por 18 ao Lille em 2017, Estéban Lepaul por 13,5 ao Rennes em 2025, Mohamed-Ali Cho por 13 à Real Sociedad, Rayan Aït-Nouri por 11,1 ao Wolverhampton e Azzedine Ounahi por 8 ao Marselha. A maior compra da história são 7,5 milhões de euros, de Paul Bernardoni em 2020, menos de um terço da maior venda. O elenco de 2026-27 tem apenas VINTE E TRÊS jogadores, o menor desta coleta inteira, SEIS deles subidos do time B, e o mais valioso do grupo é um ponta de dezenove anos que veio da base e vale 15 milhões.